“Eu te constituí como luz das nações para levares a salvação até os confins da terra” (At 13,47)
“Eu te constituí como luz das nações para levares a salvação até os confins da terra” (At 13,47)
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Maria Assunta

Publicado em 15 de agosto de 2020 - 09:50:38

A Assunção de Nossa Senhora é um dogma e, como qualquer outro, fundamentado na Sagrada Escritura e na Tradição da Igreja. Esta é a maior das festas da Santíssima Virgem Maria. Foi, principalmente, a partir do final do século IV, que começou a se desenvolver a concepção de que a Mãe de Jesus, a toda pura e santa, não poderia experimentar a corrupção do seu corpo.

O Venerável Pio XII, em 1º de novembro de 1950, há setenta anos, portanto, procedeu à solene definição dogmática da Assunção de Maria, com a Constituição Apostólica Munificentíssimus Deus, após longos estudos no transcurso dos séculos e uma consulta, em 1946, a todo o episcopado. Essa crença da Igreja se transformou em um Dogma de Fé.

A palavra Assunção, do latim, assumptere, significa "tomar para si", assumir. Pode-se explicar, no caso de Nossa Senhora, a que foi assumida, tomada por Deus. A Piedade popular interpreta que a Virgem Mãe de Deus foi levada aos céus pelos anjos, isto é, a primeira criatura que Deus ressuscitou. Antes da definição dogmática, essa Solenidade era chamada do Trânsito ou da Dormição de Maria.

Os Teólogos afirmam que “A definição do dogma foi evidentemente precedida da discussão de outras questões e problemas que nos anos imediatamente precedentes estavam em primeiro plano. Discutiu-se, antes de tudo, o problema da demonstrabilidade do dogma com base na Escritura e os problemas da metodologia teológica que ainda hoje continuam a ser debatidos. A este propósito, a Igreja limitou-se a declarar que esta verdade está fundada na Escritura e que encontrou a sua expressão visível, sobretudo, na tradição. Embora, não podendo examinar aqui todas as questões relativas à origem e à dedução do dogma, é lícito dizer que esta declaração dogmática corresponde ao princípio católico de fé, que remete à tradição viva da Igreja a explicação dos testemunhos da revelação e que, portanto, ela é justificada”.

Esta graça de Maria possui um significado efetivo para todos nós, porque Maria, um membro da humanidade necessitada de redenção, agora vive no estado de realização final. Maria assumida por Deus em corpo e alma, totalmente redimida, é um sinal eficaz para cada um dos crentes aos quais indica o caminho que leva à realização plena. São Paulo VI diz que esta festividade “propõe à Igreja e à humanidade a imagem e o documento consolador da realização da esperança final”.

Como todas as solenidades, a celebração da Assunção de Maria ao céu prevê ofícios próprios, com textos que remetem ao evento da salvação, iniciado com a obediência da Virgem Maria com relação à Palavra de Deus e fundamentado na vitória alcançada por Cristo sobre a mortalidade do nosso corpo de pecado, encontrando o seu cumprimento na participação de todos os crentes na glória do Filho de Deus. Comporta também uma missa vespertina de vigília, com ricos textos bíblicos sobre a obra que Deus, em Cristo, operou em Maria, através da sua disponibilidade à vontade do Pai.

O Evangelho do dia é o da Visita de Nossa Senhora a Santa Isabel (Lc 1,39-59). Isabel, repleta do Espírito Santo, disse a Maria: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!” (1,42). Em resposta, a Mãe de Jesus proclama o Magnificat que, na Solenidade da Assunção, ecoa retumbante: “Meu espírito exulta em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humilhação de sua serva” (1,47-48). E este olhar de Deus sobre a humilhação de Maria a levou à plena glorificação no céu.

Uma das grandes alegrias desta festa da Virgem Mãe para nós, seus filhos e filhas, é a certeza de que, se nos colocarmos em sua escola no seguimento de seu Divino Filho, assim como ela, seremos resgatados para sempre em sua companhia e de todos os cidadãos do céu, reunidos para o louvor perene da Trindade Santa.

Pe. José Eduardo Sesso
Presbítero da Diocese de Piracicaba
 

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