“Eu te constituí como luz das nações para levares a salvação até os confins da terra” (At 13,47)
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O que devemos fazer com imagens, terços, escapulários, medalhas e cruzes abençoadas quando estes se quebram? Jogamos fora?

Publicado em 10 de março de 2020 - 15:50:02

O que devemos fazer com imagens, terços, escapulários,
medalhas e cruzes abençoadas quando estes se quebram? Jogamos fora?
(Katia Gomes, 32 anos – Paróquia Santo Antônio – Catedral Sé Piracicaba)


De acordo com o Catecismo da Igreja Católica (1159), “a imagem sagrada [...] representa principalmente Cristo. Ela não pode representar o Deus invisível e incompreensível; é a encarnação do Filho de Deus que inaugurou uma nova ‘economia’ das imagens”. Logo, compreendemos que a realidade dos objetos de devoção, ao serem abençoados, trazem consigo uma representação do sagrado, que marca nossa experiência de fé. São João Damasceno, diz: “a beleza e a cor das imagens estimulam minha oração. É uma festa para os meus olhos [...] e estimulam meu coração a dar glória a Deus” (Catecismo da Igreja Católica, 1162).

Contudo, estes objetos religiosos e de devoção são finitos e, às vezes, por descuido, acidente ou outras circunstâncias se rompem, quebram. Então nos perguntamos: o que fazer com aquilo que, representando o sagrado, se quebrou? No Código de Direito Canônico (1171) diz que, as coisas sagradas “sejam tratadas com reverência, e não se empreguem para uso profano ou não próprio a elas, mesmo que pertençam a particulares”. Mas, uma imagem ou um objeto de devoção só terá o seu pleno valor na inteireza do sinal. Se o sinal não está completo, ele não mais transmite a mensagem adequadamente. Assim, concluímos que um objeto religioso quebrado, mesmo que tenha sido abençoado, não está mais cumprindo a sua função.

O que se deve fazer, primeiramente, é analisar o valor da peça. Se é algo precioso, de valor artístico ou tem um valor de pertença muito forte, a solução é procurar o reparo, a restauração, um artista, que possa fazer o trabalho de recomposição da peça. Pensemos, por exemplo, na imagem de Nossa Senhora Aparecida, quando foi destruída no atentado, em 1978. Neste caso, o restauro foi a solução. Porém, tratando de algo que se possa readquirir facilmente, substituindo o objeto de devoção quebrado, podemos destruí-lo no fogo, queimando-o, portanto. No caso de uma peça de gesso ou barro, podemos tirar as feições da imagem e depositá-la na terra, em um jardim, por exemplo, enterrando-a. Não se recomenda guardar um objeto quebrado ou, tampouco, descartá-lo no lixo.

Portanto, a função, tanto das imagens abençoadas quanto dos sinais sagrados (terços, escapulários, medalhas, etc), em boas condições, é entrar “na harmonia dos sinais da celebração, para que o mistério celebrado se grave na memória do coração e se exprima em seguida na vida nova dos fiéis” (Catecismo da Igreja Católica, 1162). Que a nossa oração pessoal e comunitária sempre encontre, nos sinais visíveis, aquela beleza real, que nos leve a contemplar, por analogia, a Beleza plena de nosso Deus (Cf. Sb 13,5).

Pe. Elizio Anunciação Filho, CSS
Pároco da Igreja Santa Cruz de Rio Claro/SP
 

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