“Eu te constituí como luz das nações para levares a salvação até os confins da terra” (At 13,47)
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Encontro do Regional Sul 1 reuniu animadores da CF 2020 e diocese enviou seis representantes

Publicado em 12 de novembro de 2019 - 15:26:38

“Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10, 33-34). De 8 a 10 de novembro, em Itaici, Indaiatuba (SP), ocorreu o Encontro Estadual da Campanha da Fraternidade 2020, que terá como tema “Fraternidade e vida: dom e compromisso” e o lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10,33-34).

Pela Diocese de Piracicaba participaram os padres Kleber Fernandes Danelon (Coordenador Diocesano de Pastoral) e Claudemir Aparecido da Rocha, o diácono Edgard Oliveira Batista (Animador da CF Diocesana) e os leigos Cesar Augusto Borgi (Paróquia São João Batista – Rio Claro), Jairo Brunini (Paróquia Santo Antonio -Ajapi - Rio Claro) e Valdinei Antônio Tonin da Equipe Diocesana para Defesa da Vida e da Família.


Agentes das sete sub-regiões trabalharam os desafios para sair da “globalização da indiferença” para a “revolução do cuidado”, com os trabalhos consagrados desde o início à Mãe Aparecida. A figura da primeira santa brasileira com dois milagres reconhecidos, Santa Dulce dos Pobres, esteve também presente em toda a reflexão, assim como ocorre nos textos inspiradores propostos pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O Anjo Bom deve ser na próxima campanha patrona e inspiradora de ações individuais e comunitárias.

Em um primeiro momento no Auditório Padre Vieira,, apresentou-se a temática bíblica do samaritano, que leva todos a se indagar sobre quem está à margem da sociedade hoje e é um próximo em potencial (desde pessoas que sofrem por diversos transtornos até desempregados) e os que precisam ser defendidos acima de tudo (os nascituros, por exemplo). Com a presença do bispo auxiliar da arquidiocese de São Paulo e referencial, Dom Eduardo Vieira dos Santos, o assessor estadual Padre Antônio Carlos Frizzo falou sobre as éticas que movem os personagens da parábola (o ladrão, as pessoas que mudam de rota para não ajudar o homem caído e o samaritano, paradigma do Cristo).

No sábado, o encontro teve como principal assessor o Padre Danilo Vitor Pena, do clero da Arquidiocese de Curitiba (PR), que destacou a necessidade do cuidado com o próximo como pista pastoral de trabalho. “O olhar da fé, ao mesmo tempo em que identifica sombras, deve identificar luzes”, destacou, apresentando o texto-base. Também se promoveu a necessidade de um trabalho pastoral com vivência de fé, maduro, que se torne presença, que leve a experiências de proximidade. “Não podemos levar apenas uma sopa noturna para quem vive nas ruas e, no dia seguinte, fazer como quem não conhece seu rosto”, provocou o Padre Danilo. “Nós queremos agir localmente para influenciar globalmente”, completou, ressaltando a necessidade de unir uma iniciativa individual, eclesial e comunitária com uma iniciativa de busca de solução por meio de políticas públicas (ligando com a temática da CF 2019).

No próximo ano, caberá à Igreja responder às angústias e questionamentos centrais dos dias atuais: o que é a pessoa humana? Qual o sentido e a finalidade da vida, especialmente da vida humana? De onde provêm os inúmeros sofrimentos? Como alcançar a almejada felicidade? Como promover a paz de modo definitivo? Para todos esses questionamentos, caberá aos agentes dar uma resposta única: Cristo. “Em Jesus, esclarece-se o enigma da vida humana. A solidariedade da Igreja com o ser humano leva-a a perguntar pelos valores absolutos que podem garantir a verdadeira e permanente felicidade”, lembrou o palestrante.

“É preciso traçar um caminho, reconhecendo os passos dados”, frisou o sacerdote, contando ainda o quanto a Igreja caminha na rota da defesa da vida, com suas diversas pastorais e nos trabalhos reincidentes sobre o tema na CF desde 1974, quando se perguntava “Onde está teu irmão?”, passando por 1994 (A família como vai?) e 1995 (Eras tu, Senhor?) No último dia do encontro, o Padre Frizzo retomou essa temática, conscientizando a todos sobre o valor agregado ano a ano pela Campanha da Fraternidade. Houve ainda um momento de síntese dos desafios apresentados pelos subr-regionais, já com o encaminhamento de possíveis soluções.

Como parte de uma análise prática do cuidado, o Padre Lício Araujo Vale, da diocese de São Miguel Paulista (SP), desenvolveu uma palestra rápida sobre como identificar casos de transtorno mental e suicídio, ressaltando que 40 pessoas se matam por dia no mundo. E propôs soluções paroquiais e propostas públicas para acolher possíveis vítimas e aliviar dores e sofrimentos.

Por fim, o secretário executivo, Antônio Evangelista, focou em mais algumas propostas que poderão tornar a CF uma rota de vida no próximo ano. “Começa em casa, no diálogo franco, sempre focando em esperança e soluções, não apenas em problemas. Precisamos desenvolver uma escuta qualificada”, ressaltou, na mesma linha desenvolvida no dia anterior pelo Padre Danilo. “O nosso horizonte é o Reino, o Evangelho é o caminho”, concluiu, falando sobre o grande desafio de buscar a experiência de Deus no contato com o próximo. Por fim, os presentes foram unânimes em reconhecer a necessidade de ter o olhar de Jesus, “que na vida sempre se fez oferta de si, se fez atenção ao outro. Nunca nada para si, sempre tudo para o outro“, como frisou o Padre José Vanzella, de Caraguatatuba, na celebração dominical, inspirando todos os agentes da Campanha da Fraternidade presentes.

 



Fonte: CNBB/Sul 1


 

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