“Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura” Mc 16,15

O Protagonismo do Leigo na Comunicação

Carlos Eduardo Luccas Castro 07/05/2018  |  17:20:16

“... desejo convidar a que se promova um jornalismo de paz, sem entender, com esta expressão, um jornalismo «bonzinho», que negue a existência de problemas graves e assuma tons melífluos (que corre como mel ou que deita mel; muito doce). Pelo contrário, penso num jornalismo sem fingimentos, hostil às falsidades, a slogans sensacionais e a declarações bombásticas; um jornalismo feito por pessoas para as pessoas e considerado como serviço a todas as pessoas, especialmente àquelas – e no mundo, são a maioria – que não têm voz; um jornalismo que não se limite a queimar notícias, mas se comprometa na busca das causas reais dos conflitos...”(Mensagem do Papa Francisco para o 52º dia Mundial das Comunicações Sociais celebrado em 13 de maio de 2018).

Nesse Ano Nacional do Laicato onde nós leigos somos chamados a assumir o protagonismo em diversos campos, essa mensagem do Papa Francisco põe às claras como deve ser o papel de todo comunicador leigo na sociedade. A Igreja convoca cada comunicador cristão a fazer resplandecer o rosto de Cristo, a propagar valores de justiça, paz, fraternidade e solidariedade. Porém, sem esquecer do profetismo que nos impele a denunciar as mazelas dessa sociedade egoísta e desigual.

Cabe ao comunicador cristão usar da sua influência de formador de opinião para promover na sociedade um censo crítico diante da cultura do consumo onde tudo é descartável e provisório. Saber identificar a comunicação que não promove a vida e o bem comum, sempre a serviço da cidadania e do bem comum. Devemos abrir um diálogo entre os leigos comunicadores e o clero para juntos buscarmos maneiras de abrir diálogo com os diversos segmentos sociais no campo da comunicação.

O Documento 99 da CNBB – Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil - nos traz pistas para que o comunicador cristão possa agir, junto com o Clero e a comunidade, para tornar possível a transformação dessa sociedade. Para tanto o comunicador é chamado a viver em profunda harmonia e sintonia com a espiritualidade. O homem Jesus é a comunicação por excelência de Deus com todo ser humano, assim não se pode jamais perder essa ligação com a espiritualidade e a oração, caso contrário, o mundo nos engole e passamos a fazer outro tipo de jornalismo e não aquele pedido pelo Papa.

O comunicador é um artista da palavra, da imagem, do som, da dança, do teatro, do design, da criação artística em seu sentido maior. E assim deve usar esse dom de contar histórias para ajudar a transformar o mundo, exercendo o múnus recebido no batismo de ser sacerdotes, profetas e reis. É preciso ter ouvido atento aos clamores e reivindicações dos pobres, assumindo um compromisso de escuta, de diálogo e comunhão com os mais necessitados.

Assim a Igreja deve estar atenta e valorizar as habilidades dos leigos, principalmente os jovens, nas diversas áreas de comunicação, atraindo essas pessoas para o engajamento na comunidade eclesial proporcionando a esses potenciais comunicadores a oportunidade de desenvolverem suas habilidade e colocá-las a serviço do Reino, para que essa comunidade seja iluminada pela luz do Ressuscitado.

Carlos Eduardo Castro
Jornalista, Diretor Presidente da Rádio Educativa FM
Candidato ao Diaconado Permanente na Diocese de Piracicaba, e coordenador Diocesano de Liturgia
 

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